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Meu caminho para o veganismo

Acredito que ao longo dos anos fui colecionando valores até chegar no veganismo.


Pelas experiências, vivências e histórias de outros seres que atravessaram aqui dentro e me deram abertura e oportunidade de olhar através do coração e assim reaprender a sentir compaixão.


Gostaria de introduzir a definição do veganismo, depois me apresentar e compartilhar brevemente & humildemente uma parte da minha história.


Pra começar, o que é veganismo?


É uma filosofia de vida que apoia a liberdade e o direito dos animais de todas as espécies reconhecendo os como seres sencientes, portanto, a serem respeitados.


O veganismo tem como ideologia do não consumo de produtos/atividades/serviços vindo da exploração animal sendo:


~ vestuário: peles ou couros, lã, penas, plumas e seda.


~ alimentação: carnes, vertebrados ou invertebrados, laticínios, ovos, mel e gelatina.


~ entretenimento: aquários, zoológicos, rodeios, circos com animais, touradas, corridas de animais, rinhas, feiras e exposições de animais, cavalgadas, esportes que utilizam animais e vaquejadas.


~ atividades: transportes, cão de segurança, caça e pesca, comércio de animais de todas as espécies e sacrifícios animais em rituais.

~ cosméticos/remédios: testes de qualidade de produtos e procedimentos científicos.


Me apresentando e compartilhando um cadim da minha história:


Me chamo Yuki, sou aprendiz da vida e sigo no caminho do meu resgate ancestral.


Nasci no Japão e cresci numa cidadezinha do interior chamada Shimada.

A minha primeira influência começa pela escola que frequentei lá, em que a filosofia era budista.

Passava o período integral e uma das fortes lembranças que eu tenho é que não se comia tanta carne.


Vim pro Brasil na minha adolescência e morei a maior parte dos anos com os meus avós e minha tia.

A segunda influência foi a minha querida bá (avó) que não consumia carne vermelha: uma por compaixão e outra por se questionar muito sobre a industria da carne.

Na época, ficava curiosa e pesquisava sobre esse assunto pra depois conversar com a minha bá e juntas decidíamos fazer greve de carne (a minha tia ficava muito p*ta com isso kkk).


Nesse mesmo período, tive idas e vindas ao vegetarianismo e depois me mantive como vegetariana restrita por 3 anos. Fui deixando de consumir outros derivados de animais de forma bem natural já questionando muito sobre o veganismo e outros valores.


A minha terceira influência foi uma professora de ashtanga yoga chamada Larissa.

Em uma das conversas trocadas rapidamente ela me disse que o vegetarianismo se tornou raso e se aprofundou no veganismo. Como as nossas trocas eram curtas por questões das aulas, com muita amorosidade, ela sempre me indicava pessoas de confiança que discutia sobre o veganismo.


Enquanto vegetariana, nascia também a Re.existo, apesar dos produtos naturais produzidos serem veganos, na minha visão, não fazia sentido ou não sustentava chamá-los de "veganos" por não ser vegana.

Quero ressaltar que não sou contra as marcas ou pessoas que não são veganas e vendem produtos veganas, sou muito a favor dessa disseminação porque isso é uma expansão e informação válida e necessária (vou compartilhar sobre isso em outro momento).


Dentro desse processo de mergulhar afundo no veganismo, me vi muito desconectada a realidade separatista e cruel entre o ser humano e os seres de outros Reinos.

Comecei a enxergar o feminismo, os ensinamentos budistas e do Yoga lado a lado com o veganismo, compreendi com dor no coração de que mesmo deixando de consumir carnes fortalecia indiretamente o oposto daquilo que eu acredito como meus valores e entender que de alguma forma eu era agressora e que no fundo contribuía a crueldade invisível.

Todas essas reflexões e outras me fizeram tornar vegana.


Sou vegana há quase 2 anos, cada dia é uma reconstrução interna com novos aprendizados e desafios, com olhares mais atentos pra saúde alimentar, redescobrindo maneiras de substituir os alimentos e me reconectar com a comida e com a Natureza.


Dentro da minha perspectiva ser vegana é um manifesto.

É muito mais que "um estilo de vida".

É sobre coletividade humana e não humana.

É um valor.

É um ativismo.

É amor.


Meu agradecimento à todes os seres por me ensinarem tanto.

E também a você que chegou até o final desse texto ❤️ espero tenha tocado o seu coração!


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